domingo, 10 de maio de 2009

Portas

Se você encontrar uma porta à sua frente, pode abri-la ou não. Se você abrir a porta, pode ou não entrar em uma nova sala. Para entrar, você vai ter de vencer a dúvida, o titubeio ou o medo. Se você venceu, dá um grande passo: nesta sala, vive-se. Mas tem um preço: inúmeras outras portas que você descobre. O grande segredo é saber: quando e qual porta deve ser aberta.

A vida não é rigorosa: ela propicia erros e acertos. Os erros podem ser transformados em acertos quando com eles se aprende. Não existe a segurança do acerto eterno. A vida é humilde: se a vida já comprovou o que é ruim, para que insistir? A humildade dá a sabedoria de aprender a crescer também com os erros alheios.

A vida é generosa: a cada sala em que se vive, descobrem-se outras tantas portas. A vida enriquece quem se arrisca a abrir novas portas. Ela privilegia quem descobre seus segredos e generosamente oferece afortunadas portas. Mas a vida pode ser também severa: não ultrapassando a porta, você terá sempre essa mesma porta pela frente.

É a cinzenta monotonia perante o arco-íris. É a repetição perante a criação. É a estagnação da vida. Para a vida, as portas não são obstáculos, mas diferentes passagens... Não existe vida sem problemas, a felicidade está na capacidade de resolvê-los.

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